Após o jejum Santo, rompi aleluia me lambuzando com uma boa caipira
Como um velho lobo, aguardava chegar a Meia Noite. Alguns amigos se preparavam para espancar o Judas... Mas meu foco, naquela noite fria e chuvosa, era comer uma boa galinha fresca.
Do sangue talhado é que se faz o molho pardo, na roça cabidela. O aroma tentador da galinha caipira preenche a cozinha, despertando memórias de tempos passados e despertando os meus sentidos.
O ritual começa ao sentir o cheiro do molho num pedaço de coxa sob os dedos, enquanto a carne suculenta se desfaz delicadamente na boca. Cada mordida é uma celebração de sabor autêntico, uma dança de sabores que transporta para um mundo de conforto e felicidade.
O molho de sangue é rico, intenso e inunda o paladar, fazendo cada momento valer a pena. E ao final, as mãos lambuzadas são um testemunho físico de uma experiência gastronômica verdadeiramente satisfatória, onde a simplicidade da comida se torna uma fonte de prazer puro e genuíno. Amém!
Depois da galinha comida, fui malhar o Judas!
- Perguntei: cadê o Judas?
Arma pra cima e começou o pei pei pei...
Fui...